Gostaria de partilhar com vocês uma bonita experiência de Deus que me aconteceu estes dias.
Estava voltando das férias que fui no Paraná, e depois de chegar em Porto Velho de ônibus, o Claus, um amigo da cidade de Apuí veio da mesma cidade para voltarmos juntos para casa. Tínhamos algumas horas de sobra, por isso aproveitamos para visitar a catedral da cidade, rezamos, fizemos compras, passeamos, lanchamos e resolvemos ir pernoitar em Humaitá (distante de nós uns 300 km). Estava junto sua esposa Mônica e sua filha de oito anos Aline.

Saímos da balsa ás 18:30 hrs e começamos a rodar no asfalto. Dentro do carro (uma camioneta Hillux) era só alegria e comentários sobre a viagem. Fora da camioneta a nossa frente, algo estava nos esperando.
No km 27 da rodovia asfaltada estávamos correndo a uns 100 km por hora quando inesperadamente surpresos deparamos com uma ponte, sem sinalização adequada e estreita, de modo que só passava um carro de cada vez.

A ponte estava a nossa esquerda, na mão oposta a que estávamos indo. Logo me preparei, imaginando que cairíamos no riacho a nossa frente, um buraco de uns 5 metros de profundidade, no entanto, a mão de Deus estava nos dirigindo. Nosso motorista teve o golpe de vista de “puxar” o carro para dentro da ponte. Diminuiu o que pode a velocidade do automóvel e virou para a esquerda, mas não foi o suficiente para a roda direita de nosso carro entrar dentro da estreita ponte. Ela tinha duas beiradas, o pneu direito de nosso carro subiu em cima de uma e num piscar de olhos os mil quilos de ferro, conosco dentro, foram lançados no espaço virando no ar como um avião em rodopio, caindo pesadamente no chão, não dentro do rio, mas conduzidos por Deus, caímos justamente em cima da ponte, e fomos deslizando de cabeça pra baixo sobre a mesma. Foram segundos eternos seguidos de sons de ferro e latas sendo retorcidos e vidros sendo quebrados por causa do violento impacto.
Quando tudo parou de se arrastar e o silenciou se juntou ao nosso medo de chamar o nome das pessoas que estavam dentro do carro. Engoli em seco e fui ouvindo a voz de cada um, no pequeno espaço que nos sobrou. Suspirando, sorri, quando novamente vi acontecer o milagre da ação de Deus em minha volta. Estávamos todos estarrecidos, mas vivos! Deus não abandona quem nele espera.
Agora que tudo estava parado, nós devíamos começar a nos mexer. Já era noite, estava escuro e o carro quase destroçado, mas providencialmente um dos faróis ficou acesso, (até deste detalhe Deus cuidou pra nós), e assim nesta meia luz, fomos saindo dos destroços, rastejamos para fora daquela realidade assustadora.
Várias pessoas se foram achegando. Sentamos á frente do que nos havia acontecido e o espírito de gratidão à Deus começou a brotar dos nossos corações quando vimos que saímos dali somente com uns arranhões. A possibilidade de nosso carro ter caído justamente em cima da ponte era mínima. Por centímetro, ele poderia ter caído no rio, ou ter caído em cima da outra beirada da ponte…, mas o acidente foi “perfeito”, viramos do melhor jeito. Uma cambalhota automobilística digna de um filme.


O carro se perdeu, mas acredito que nós ganhamos, ganhamos uma bonita amostra do amor de Deus que age em nossa vida e nos dá com esses milagres a chance de nos convertermos mais a Ele.
Eu já tive outros acidentes automobilisticos mas este foi o mais bonito da minha vida.
Frei Osni




