A Paróquia de São Sebastião

BREVE HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE SÃO SEBASTIÃO - APUÍ

       Aproximadamente por volta do ano de 1974, as primeiras famílias de colonos, instalando-se ao longo da Rodovia Transamazônica, na altura do Km 640. Por volta de 1982, o assentamento recebeu o nome de Vila Juma, devido ao nome do projeto e do Rio Juma. Mas em decorrência aos pés de apuiseiros existentes na região logo foi mudado o nome para APUÍ.  Apuí, quer dizer braços fortes, na língua Tupi. A área abrange 54.240 km quadrados.

 

A comunidade cristã católica fazia seus encontros para agradecer e louvar a Deus em uma casa que servia também de escola. A celebração do culto era por volta das 14:00hs, pois os membros de uma seita chamada Cruzada, também se reuniam nesta mesma casa às 15:00hs.

         Com a chegada de novas famílias, houve a necessidade de reunirem-se em outro local; e o culto passou a ser celebrado no chapéu de palha denominado de “Hotel Ventania”, era um local que abrigava os migrantes e viajantes.

         O senhor Sebastião Patrimônio, foi um dos fiéis que ia avisando a chegada dos Padres e convidando o povo para as celebrações, terços, novenas, tríduos etc. O mesmo morava no Arrozal, e vinha a pé até à Vila, a distância era de 30 km.

Nessa época a Vila recebia visitas dos seguintes padres: José, Sebastião, Mário, Moisés, e dom Miguel, que vinham de Humaitá.

         Com o projeto “Rio Juma”, chegaram mais famílias católicas, que se empenhavam nessa missão de evangelizar e celebrar a vida. 

POR QUE SÃO SEBASTIÃO?

A quem vamos escolher como nosso Padroeiro? Era a pergunta que todos repetiam, a quem haveriam de escolher? Mas logo a comunidade nascente viu que o santo que seria seu intercessor diante de Deus, já havia se pronunciado, através do esforço missionário de “seu” Sebastião. E foi em razão á sua dedicação ao Reino que se escolheu são Sebastião como nosso Padroeiro. E foi o mesmo senhor Sebastião Patrimônio quem nos doou a imagem do santo militar para nossa igreja.

         Outra doação significativa foi a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, doada pela senhora dona Graciema Toriani em parceria com o senhor Gabriel Modzinski.

        Por volta de 1978, nossa comunidade era assistida por padres de Humaitá, sendo o primeiro, o destemido padre Mário, que percorria de Humaitá ao rio Tapajós. Essas visitas eram bimestrais e permaneceram até ano de 1982, pela ocasião em que ele sofreu um grave acidente.

UMA IGREJA PARA SE CONSTRUIR

O povo sentindo a necessidade de uma casa para Deus mais aconchegante  e digna, construíram uma capela. Realizavam quermesses, leilões, até de abacaxi e outras festas para arrecadar fundos para construção da mesma. As principais pessoas que mais contribuíram  nesta construção foi o senhor Antonio Curtarelli, Sabino, Valderí e outros que  faziam suas doações.

Através de doações e mutirões foi construído no ano de 1983 um pavilhão, onde funcionava escola, posto médico, catequese e a casa paroquial.

         Em 1985 foi construída de madeira a Igreja Matriz da nossa comunidade. Em 2005 a mesma igreja foi reconstruída, agora de alvenaria.

UMA NOVA PARÓQUIA       

  A Comunidade de São Sebastião até o ano de 1995, pertencia à paróquia Imaculada Conceição de Novo Aripuanã, ligada à Prelazia de Borba. Neste ano ela passa a ser uma paróquia.

         Em 1997 nossa comunidade passa a pertencer a diocese de Humaitá.

        Sucessivamente os párocos foram: Faliero Bonci (claretiano), Antonio Costa Lira, Geraldo Pereira D’Avila, João Luiz Asahi, Márcio Aquilino Miquelon, Frei Antonio Lima, fmm (Frades Menores Missionários) e frei Osni Antonio Dombroski, fmm.

Queremos dar um certo destaque ao missionário claretiano, padre Faliero Bonci, que chegou em  Apuí aos 23 de outubro de 1983, como missionário para prestar serviço religioso à comunidade, permanecendo em Apuí até 30 de novembro de 1994.   O referido padre foi um grande organizador social e comunitário, tanto da Vila de Apuí quanto das comunidade rurais, as quais receberam vida nova, pois o padre Fá (como era carinhosamente chamado), foi amparo tanto para católicos como para protestantes. O padre Fá  com recursos da Adveniat, tornou-se protetor dos migrantes. 

 

IRMÃS RELIGIOSAS A nossa comunidade desde 1987 tem presente as irmãs Franciscanas do Mártir são Jorge. Entre tantas que doaram a sua vida seja nas creches, como no hospital  e nas escolas destacamos as irmãs: Inês, Úrsula, Paula, Bernadete, Elisabete, Madalena, Teresinha, Clara, Ágata, Isabel, Lúcia, Caroline, Theresia, Anselma, Socorro, Josefa, Fernanda, Fátima, Tarcísia e Mariângela.

SITUAÇAO GEOGRAFICA

         A nossa Paróquia está a 420 Km da sede Diocesana - cidade de Humaitá-AM.

         Comunidades atendidas: por terra são 32 comunidades vicinais e mais 6 comunidades ribeirinhas.            

Existem comunidades bem distantes da Matriz: no sentido oeste, a mais  longe dista 110 Km; no sentido leste, temos Sucunduri, também a 110 Km e, no mesmo sentido, temos a Barra de São Manoel, já na fronteira com o Pará, nas margens do Rio Tapajós, cerca de 270 Km da Matriz.

NOSSO POVO

         A população de nosso município é de aproximadamente, 17.000 habitantes. Destes, 40% são ditos evangélicos ou protestantes, 10% não tem e nem praticam religião; 50% se dizem católicos, mas os que vivem os valores da fé cristã talvez não chegue a 20%. A população infanto-juvenil de Apuí, é de numero bem expressivo, podemos afirmar que ela é uma cidade jovem e com grande perspectiva de futuro.